domingo, 13 de junho de 2010

Comentário sobre o filme "A negação do Brasil"

Comentário sobre o Filme “A Negação do Brasil”

O filme é um documentário que mostra como as pessoas negras e afro-descendentes são representadas na sociedade. Vemos depoimentos de alguns atores já consagrados pelos seus trabalhos, mas enfrentaram muitas dificuldades para si inserirem no mundo artístico, normalmente dominado por pessoas brancas. E mesmo tendo seus talentos reconhecidos pelos diretores seus papeis na televisão eram restritos a trabalho domésticos só para agradar o público, raramente tendo um papel de destaque na televisão. É verdade que algumas imagens mostradas foram da década de 70, e muita coisa mudou nesses 40 anos, e que as pessoas negras e afro-descendentes estão mais presentes em outros setores da sociedade que antes não atuavam, mas a maioria ainda trabalha em serviços domésticos, segurança ou ocupam cargo de baixo escalão. Isso mostra que essas pessoas ainda vivem a serviço dos brancos, ou seja, subalterno a classe dominante já que a cor está relacionado ao poder aquisitivo, salva-se algumas exceções.
Portanto, é preciso que o negro e afro-descendente seja mais ativo na sociedade, que faça presente o seu poder cognitivo, ocupando cada vez mais cargos importantes nas repartições publicas e privadas para mostrar suas capacidades e igualdade que há séculos foi negado pela classe dominante.


Valmir de Jesus Moraes

segunda-feira, 24 de maio de 2010

ILHA DAS FLORES??


Analisando o vídeo, existe no mundo um certo ciclo cotidiando, no qual, despercebidamente, várias pessoas estão envolvidas.
A desigualdade social é algo tão presente na sociedade, onde muitos visam o lucro, ansiando pelo poder. Outros se contentam com tão pouco e ainda há os que se contentam com o resto.
Numa sociedade de forte punho consumista, deve-se atentar para esse desequilíbrio social e repensar a prática de consumo irracional, assumindo uma responsabilidade de produção e aquisição sustentável.

domingo, 23 de maio de 2010

ILHA DAS FLORES

O curta ilha das flores em imediato ao titulo penso em algo belo,como uma ilhar com diversas flores, mas quando assistimos nós deparamos com uma realidade totalmente diferente.O curta começa falando da evolução do ser humano e como tudo esta interligado, e como o ser humano e inteligente,mais ao fim do curta vem a decepção do que seja a ilha das flores,e um lixão habitados por crianças,mulheres e animais que são tratados de uma forma desumana, e que na realidade essa ilha mostra, que os porcos tem mais credibilidade do que os seres humanos e as pessoa tem que comer o que e impróprio para os porcos em um tempo estimado.e realmente triste em ver esse curta mais temos que admitir que isso faz parte da nossa realidade humana.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A recepção ao Ilha das flores

O curta metragem ilha das flores expõe algumas situações vividas pelo ser humano: abandono, fome, marginalização e invisibilidade.
No video fica claro que a liberdade e a autonomia andam em conjunto, pois já no título percebe-se o paradoxo, já que “flores” na sua função semântica rememora a beleza e aroma agradável especifico a plantas, entretanto as ligações imagéticas do video em nada lembram a beleza do sintagmatica do título e sim a ótica mas cruel das desigualdades de nossa sociedade.
Forte abraço,
Elque Santos.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Lançando um olhar sobre o curta: Ilha das Flores!

No documentário Ilha das Flores, o que percebo é uma desencadeamento lógico de idéias. Uma coisa levando à outra que leva à outra e assim sucessivamente... Cada flash indica para a próxima ação, como se uma fosse conseqüência da outra, desenvolvimento da outra, como na realidade e na “lógica” do curta, era.



Cada elemento estilístico, incluindo a “voz em off” do narrador, que ao que parece, pelas discussões em sala, desagradou ou complicou o “entendimento” de alguns, foi muito bem estruturado e pensado, a meu ver.


Analisar apenas as imagens seria bom, contudo, com a voz auxiliando, as imagens ganharam um sentido que, talvez, não ganhassem, se não houvesse a tal voz, de algum modo, direcionando o caminho a ser percorrido e a produção de sentido desejada no enredo imagético.


Quanto ao que tenho a expressar no que diz respeito ao entendimento deste filme, que muito me agrada...


Vamos a uma possibilidade de leitura: as relações comercias são tão marcadas e evidentes, que seria impossível não citá-las. “Você vale o quanto tem”. Se você possui um “telencéfalo” altamente desenvolvido e um polegar opositor, você é um HOMEM, mas se você não possui dinheiro, para produzir, vender ou comprar tomates, ou ainda, se você não “possui um dono”, será tratado como quem nada tem, e como tudo em nosso país são filas, você está no final da fila, você é o lanterninha e está depois, bem depois dos porcos, que não possuem um telencéfalo altamente desenvolvido nem um polegar opositor, mas, têm dono. É isso que faz do porco um ser que fura a fila e passa na frente de quem não tem, supostamente, nada a oferecer para o nosso sistema “capitalista altamente desenvolvido” e, “excluidor”. Seria cômico se não fosse trágico! Isso para ser bem irônica.


“HOMEM PRIMATA, CAPITALISMO SELVAGEM!” Até onde vão a nossa ambição e desumanidade...


Beijos Vermelhos à tod@s,
 
Mileide Santos.

Ilha das Flores

O filme mostra como é a cadeia pervesa do capitalismo. Quem produz é quem menos ganha e quem não tem dinheiro para pagar oproduto final, depois dele ter passado pelas mãos ganaciosas de quem manipula a economia, acaba absorvendo o que só serveria como adubo para a terra. A que condição nós submetemos os nossos semelhantes. Devemos pensar como cada um de nós contribuimos para que isto aconteça. O seu pouco de comida deixado no fundo do prato vai primeiro para o lixo para depois alimentar alguem.
edemari
Infelizmente não foi possivel relizar a viagem até maragogipinho fiz uma pesquisa na internet e estou sugerindo um site que tem um pouco da historia local e algumas fotos.

http://www.ceramicanorio.com/artepopular/maragogipinho/maragogipinho.htm


ARTE POPULAR CERÂMICANORIOwww.ceramicanorio.com
Maragogipinho-BA

O Distrito de Maragogipinho, próximo da cidade de Nazaré mais conhecida como Nazaré das Farinhas, no Estado da Bahia, tem como principal atividade econômica o trabalho com o barro. É considerado o maior centro de produção de cerâmica artesanal da Bahia e há quem afirme ser um dos maiores pólos da cerâmica artesanal da América Latina. Fica localizado há três horas de Salvador (de carro, passando pela Ilha de Itaparica, via ferry-boat), cerca de 230 Km aproximadamente.


Peças acima foram feitas por Antonio Padre.


Sua cerâmica é produzida em cerca de 100 oficinas/ateliês, todas bem rústicas, a maioria sem nenhum avanço técnico, usando antiquados métodos de fabricação: torno de oleiro movido com o pé; barro sem a qualidade adequada; queima em rudimentares fornos a lenha etc
Seus artesãos,homens e mulheres, com rudes ferramentas modelam, decoram e queimam potes, moringas, vasos, pratos, tigelas, jarros, esculturas, objetos, santos - milhares de peças todos os meses, objetos que apresentam em sua forma nítidas influências indígenas e portuguesas.


Oficinas/Ateliês em rústicas instalações.
Fornos rudimentares.


Grande parte da produção de Maragogipinho é exposta durante Feira dos Caxixis que se realiza, anualmente, durante a Semana Santa, em Nazaré das Farinhas. Esta tradição secular leva milhares de visitantes à cidade a partir de quinta-feira. Paralelamente ao evento, ocorre a encenação da Paixão de Cristo e shows musicais.
Na ocasião uma variedade enorme de peças cerâmicas são expostas em dezenas de barracas. Vendem, além de caxixis (miniaturas de peças maiores, utilitárias ou zoomorfas, originariamente destinadas a uma finalidade lúdica — jogos e brinquedos),todo o tipo de trabalho feito com barro.


Cofre, também conhecido como mealheiro, com o formato de porco e caxixis. Milhares destas peças são produzidas todos os meses na região. Um dos maiores fabricantes são o casal Mano e Jamilce. Altura do maior: 12 cm.


Deve ser salientado que a excelência dos trabalhos dos artesãos de Maragogipinho tem sido reconhecida. Recentemente exportaram um contêiner de peças para a Europa e estão concorrendo, com duas peças já selecionadas, ao Prêmio UNESCO de Artesanato para a América Latina e o Caribe-2004. A maioria dos artesãos de Maragogipinho pertence a uma Associação representativa da classe. Com a ajuda do Sebrae estão prestes a inaugurar instalações comunitárias visando melhorar a qualidade de seu barro/argila. Maromba e outros equipamentos foram comprados para a produção de suas próprias massas. Este avanço técnico objetiva melhorar a qualidade de seus produtos evitando quebras no transporte e outros inconvenientes. Com a ajuda de técnicos estão sendo feitos estudos visando melhorar a performance de seus rudimentares fornos, bem como a qualidade dos esmaltes aplicados no revestimento de peças utilitárias que produzem.

Peças utilitárias e decorativas, de variados tipos e modelos, são produzidas em Maragogipinho.

As primeiras olarias do local, situado às margens do Rio Jaguaripe, foram construídas pelos Padres Jesuítas há cerca de 300 anos. Desde então, o saber da atividade vem sendo transmitido de pais para filhos.

Na cidade há também Santeiros. Um deles é Rosalvo Santana. Pelo tel: (75) 3647-5108 aceita encomendas e despacha para todo o Brasil.


A maiorias das peças feitas em Maragogipinho são inconfundíveis face ao acabamento com Tauá - (engobe usado em decoração de peças proveniente de argila rica em óxido de ferro que dá uma coloração avermelhada às peças). Outra característica local, usada na decoração das peças, é desenhar com tabatinga (argila líquida) de cor branca muito abundante na região.




Pesquisa, texto e fotos: Renato Wandeck
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